![]() |
| Imagem Gerada com IA / Gemini |
A relação entre os fenômenos aéreos não identificados e o conhecimento antigo ganha uma nova e intrigante perspectiva quando analisada sob a ótica da teologia islâmica. O pesquisador Rony Vernet aborda uma análise comparativa baseada em um artigo publicado no Sapience Institute pelo autor islâmico Irfan Hussein. O estudo explora a hipótese de que as manifestações ufológicas modernas podem ser uma releitura ou uma roupagem contemporânea para a atuação dos Jinns, entidades descritas nas tradições do Islã muito antes do surgimento da ufologia moderna.
A dimensão oculta e a natureza dos Jinns
De acordo com as escrituras islâmicas, o universo é dividido entre o mundo observável, chamado de Shahadah, e a dimensão do invisível, conhecida como Gaib, onde habitam anjos, entidades espirituais e os Jinns. A própria raiz da palavra Jinn remete a algo velado ou oculto aos sentidos humanos. Diferente dos anjos, que cumprem estritamente a vontade divina, os Jinns possuem livre-arbítrio, o que significa que podem ser benevolentes, neutros ou malévolos. Criados a partir de um "fogo sem fumaça", essas criaturas teriam a habilidade intrínseca de transitar entre dimensões, tornando-se visíveis ou invisíveis e alterando suas formas conforme o objetivo de suas interações com a humanidade.
Paralelos entre os UAPs e as capacidades das entidades
As semelhanças entre o comportamento dos UAPs modernos e os relatos históricos sobre os Jinns são surpreendentes. O estudo destaca a metamorfose como um ponto central: assim como os relatos da ufologia descrevem seres de diferentes aparências, desde os clássicos greys até criaturas quiméricas, os Jinns são conhecidos por sua habilidade de moldar sua forma, podendo se apresentar como animais, seres antropomórficos ou até mesmo como objetos inanimados e veículos tecnológicos. Além disso, as habilidades de voar a velocidades extremas, submergir em corpos d'água — associando-se aos objetos transmeio ou USOs — e manipular a mente humana com ilusões ou contatos intrusivos encontram equivalência direta nos textos teológicos.
A hipótese interdimensional e o engano consciente
A proposta trazida no vídeo aproxima o fenômeno do conceito interdimensional defendido por pesquisadores como Jacques Vallée, em que o fenômeno se adapta às crenças e ao nível tecnológico de cada época para manipular a percepção humana. No contexto islâmico, o uso de projeções luminosas, orbes cercados por uma espécie de névoa ou fumaça e interações que resultam em abduções ou efeitos colaterais psicológicos são interpretados como artifícios dessas entidades. Ao reexaminar esses encontros por meio do filtro da tradição oculta do Oriente Médio, a pesquisa busca oferecer uma estrutura conceitual para os adeptos do Islã compreenderem a revelação dos fenômenos anômalos sem romper com os ensinamentos sagrados.
Assista ao vídeo na íntegra para conferir os detalhes e a explicação completa sobre como essa teoria conecta os relatos modernos de objetos não identificados às descrições ancestrais dos Jinns:
